top of page

Critíca - Marty Supreme


Esse não é um filme sobre ping-pong. Esqueça o protagonista moldado no arquétipo de heroi. Essa não é uma história sobre superação, tão pouco sobre um jogador de tênis de mesa e suas habilidades. Caso você construa essa expectativa, esqueça, pois o filme “Marty Supreme” é outra coisa. 


Em 2h30m de filme, acompanhamos o ambicioso e narcisista Marty Mauser (interpretado por Timothée Chalamet) em uma jornada caótica de acontecimentos, onde o seu ego é capaz de levá-lo a lugares inesperados, com planos ambiciosos capazes de levá-lo ao topo, ou destruí-lo por completo. O filme, que estreou nos Estados Unidos no natal de 2025, chega finalmente ao solo brasileiro dia 15 de Janeiro de 2026. 


Dirigido por Josh Safdie, escrito em dupla pela direção juntamente com Ronald Bronstein, o filme acompanha Marty Mauser em busca do seu sucesso. A história é livremente inspirada na vida do real jogador Marty Reisman, a partir de sua biografia The money player: the confessions of America 's greatest table tennis champion and hustler” publicado nos Estados Unidos em 1974. Entretanto, não espere a jornada da vida de Marty Reisman no filme, somente se inspira na jornada do jogador de tênis de mesa na década de 50 para construir sua própria narrativa. 


Timothée Chalamet como Marty Mauser
Timothée Chalamet como Marty Mauser

E que narrativa. Carregada de acontecimentos, momentos, informações que bombardeiam o público a todo o instante. O filme não te deixa descansar,  ao mesmo tempo que não cansa a audiência. São acontecimentos e situações tiradas ao extremo, momentos que lhe fazem se segurar na cadeira do cinema ou de colocar as mãos na cabeça, sem compreender como tudo aquilo está acontecendo. Isso sem nos deixar à mercê do sentimento de protagonista sofrido. 


O filme também brinca com si próprio, não se levando a sério em diversos momentos. A própria cena de abertura do título do filme leva o público para uma visão gozada (literalmente), que faz piada de si próprio e propõe o público a não levar os próximos acontecimentos a sério, e sim a rir das insanidades que serão  postas nas próximas horas. 


Marty também é um protagonista que não se enquadra nos moldes padrões. Ele não é querido, nem no filme nem pela audiência. Marty tem objetivos, propósitos, estando disposto a agir de maneiras insanas para alcançar seus objetivos. Ele é sagaz, narcisista, inconsequente e audacioso, tudo isso sendo expressado de maneira sublime pelo ator Timothée Chalamet, que está na luta para garantir o seu primeiro oscar (E se não ganhar, talvez vejamos um ator entrando em colapso, o modo como ele se entrega ao filme beira a mania). 


O restante do elenco não fica para trás, dando destaque a Tyler, the creator interpretando o amigo e comparsa Wally. O elenco feminino, em resumo como as parceiras românticas do protagonista, conseguem construir seu lugar no projeto, entregando o necessário em tela. Entretanto, para quem já viu trabalhos anteriores das atrizes Gwyneth Paltrow e Odessa A'zion, compreendem que ambas estão seguindo a mesma fórmula que já estão acostumadas. Em defesa, o próprio filme mas parece colocar nesse ambiente de conforto, do que explorar suas atrizes ao máximo de uma potência. 


 “Marty Supreme”  é contagiante, caótico e divertido. Ele possui suas derrapadas, mas que são sobrepostas pela insanidade contagiante que Marty sobrevive.



 
 
 

Comments


Matinê Baiana

Receba nossa Newsletter semanal!

Obrigada!

©2021 by Matinê Baiana. Proudly created with Wix.com

bottom of page