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Crítica: "Emily em Paris" - Segunda Temporada

Na tentativa de abordar novas temáticas, trazendo finalmente uma trama para sua narrativa rasa, “Emily In Paris”, polêmica série entre os europeus e original da Netflix, volta com sua leveza nesta nova temporada, mas se esquece de trazer os princípios básicos de uma série de tv: Evolução de personagens e arcos dramáticos interessantes.


Lançada no dia 22 de Dezembro de 2021, a série se mantém em alta pela plataforma mesmo após duas semanas de lançamento. O sucesso da série se predomina em princípios claros apresentados desde sua primeira temporada: O glamour parisiense através dos olhares de uma americana, o que gera momentos (raros) de comicidade que estrangeiros sentem.


Para Latino-americanos acostumados com a representatividade rasa produzida no exterior, a série surge como efeito cômico ao criticar e trazer caricaturas a uma região sempre colocada como bela e superior, feito que está irritando muitos locais que, mal acostumados com esse tipo de representação, estão realizando críticas ferrenhas e protestos a série.


A segunda temporada se inicia exatamente após os acontecimentos da primeira: Emily Cooper (Lily Collins), tem uma noite apaixonante acreditando ser uma despedida com Gabriel (Lucas Bravo), após o término entre ele e Camille (Camille Razat). Tendo que carregar este segredo de sua amiga, Emily terá que lidar com seus sentimentos em equilíbrio com seu trabalho carregado de novos serviços.


Contendo 10 episódios de apenas 20 minutos, a série segue uma proposta maratonavel pela sua leveza e curta duração, sendo facilmente assistida enquanto realiza a outras atividades. A proposta da série parece estar a nível das telenovelas brasileiras, em apresentar conteúdos muitas vezes simples e fáceis de se acompanhar, mesmo quando não se está concentrado ao assistir.


Após apresentar seu crescimento como blogger, a temporada aparenta esquecer de sua trajetória inicial, focando principalmente no romance triangular batido entre o trio Emily, Gabriel e Camille. Aos personagens secundários, raros são os momentos em que sua trama pessoal serve de fôlego narrativo, como a história de Mindy (Ashley Park) em sua busca pela carreira musical e Sylvie (Philippine Leroy-Beaulieu), em sua nova trajetória romântica e intrigas na empresa.


A história aparenta ser servida em pedaços deslocados, que fazem com que seus personagens mudem de forma rápida e sem lógica, os forçando a tomar atitudes incoerentes por um bem narrativo que nem ao menos é proposto de forma coesa. A protagonista, a quem deveríamos nos afeiçoar, é traída pela sua própria história, sendo colocada para sempre cometer erros, mas nunca evoluir deles.


Ao colocar um novo interesse amoroso na vida da protagonista no meio da temporada, Alfie (Lucien Laviscount) possui uma ideia inicial até agradável, mas que infelizmente se perde na confusa trajetória proposta pelo roteiro. A presença de Madeline (Kate Walsh) nos minutos finais traz ao enredo possíveis desdobramentos que trouxeram falta ao longo da temporada, mas que nem mesmo o carisma da atriz pode salvar sua personagem de uma história carregada de fragilidades.


“Emily em Paris” é aquela série em que a leveza e belas paisagens compensam telespectadores cansados que merecem um descanso e buscam por se entreter de maneira rápida e simples. Apesar do negativismo, seu sucesso é inegável, sendo um daqueles casos de: “Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.


 
 
 

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Matinê Baiana

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