"Jungle Cruise": Das Animações para as Atrações
- Helena Vilaboim

- Aug 1, 2021
- 2 min read
Depois de aparentemente esgotar as possibilidades de live actions baseados em seus adorados filmes clássicos, a Disney lança “Jungle Cruise”, narrativa baseada em uma atração de seus parques, de mesmo nome. O filme está disponível tanto nos cinemas desde o dia 29 de Julho de 2021 quanto disponível para compra na plataforma de Streaming Disney+.

A história se passa no início do século 20, e segue a Dra. Lily Houghton (Emily Blunt), uma pesquisadora atrás de uma árvore que tem a habilidade de possivelmente mudar a história da medicina para sempre. Para isso, ela embarca numa aventura pelo rio Amazonas, junto com seu irmão MacGregor (Jack Whitehall) e Frank Wolff (Dwane Johnson), antes que a localização da árvore caia em mãos erradas.
A premissa do filme começa bem, é divertida e engraçada. O filme lembra a sensação trazidos pelos filmes da trilogia “A Múmia” e da franquia também da Disney “Piratas do Caribe”, mas de forma diluída. O roteiro é simples e a narrativa se parece com outros filmes que seguem a mesma trajetória, que já foi vista bastante no final da década de 90 e durante a década de 2000.
Por ser um filme leve e com marketing completamente voltado para o público infantil, o roteiro não traz muitas complicações, e essa simplicidade é até notada nas performances dos atores, que parecem que não dão tudo de si. Em especial, há uma falta de química entre o casal principal, que é notável. E mais ainda o personagem de Dwane “The Rock” Johnson, que parece ser o mesmo de vários de filmes anteriores do ator.

Por outro lado, os personagens são construídos de forma adequada, e a maioria é instantaneamente carismática e divertida: o tipo de pessoas que você gostaria de levar numa aventura dessas. O objetivo de Lily é bem claro e altruísta, e é definido logo nos primeiros minutos do filme; os irmãos Houghton são, cada um a sua maneira, rebeldes. Lily é uma doutora na Inglaterra que não aceita lideranças femininas nem confia em suas capacidades. MacGregor enfrenta uma dura exclusão social por ser honesto sobre quem ele ama, recusando várias propostas de mulheres interessadas nele.
A direção de Jaume Collet-Serra é espirituosa, e o filme é cheio de efeitos especiais para a floresta, o rio, as construções. Apesar disso, a cinematografia é bonita, e representa bem a fauna da floresta Amazônica.

“Jungle Cruise” certamente vai ser uma diversão garantida nos cinemas para a criançada, e possivelmente despertar algum interesse por parte dos adultos em pesquisar o passeio que inspirou o filme nos parques da Disney. A atração foi pensada primeiramente em 1955, e ela reabrirá depois de um hiato, com algumas modificações.
Você assistiu ao filme? Pretende assistir?




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