"Luca": Um Diferente que Dá Certo
- Helena Vilaboim

- Jun 21, 2021
- 3 min read

Luca, produzido pela Pixar e liberado pela Disney+ na semana passada, continua com seu plano de mexer com nosso emocional e nos marcar com uma mensagem que serve tanto para crianças quanto para adultos, que aparentemente é essa: olhar para dentro, e descobrir o que realmente nos faz feliz.
O estúdio, que foi comprado pela Disney já há um tempo, já tem a reputação de fazer isso em diversos projetos, sendo os mais novos “Luca” e “Soul”, lançado ano também durante a pandemia. Com temas que parecem muito diferentes entre si, mas que fazem parte de um todo maior, acho que os futuros filmes da Pixar tem muito potencial se continuarem a seguir essa trilha.
“Luca”, dirigido por Enrico Casarosa, e escrito por Jesse Andrews e Mike Jones, conta a história de Luca (Jacob Tremblay), um ser marinho que quando conhece Alberto (Jack Dylan Grazier), também descobre o mundo fora do mar, e imediatamente quer fazer parte dele. Há também um conflito bem clássico entre os seres marinhos, que são chamados de “monstros” pelo filme, e os humanos, e os pais de Luca também embarcam na aventura a fim de proteger o filho de um mundo perigoso e preconceituoso.
Já de início, temos a comparação óbvia entre Luca e “A Pequena Sereia”, um filme clássico da Disney, em que o protagonista quer sair de onde se encontra para fazer parte de um outro mundo. Mas as comparações param por aí, porque longe de ter um plot mais romântico como é o caso de A Pequena Sereia, “Luca” traz mais o tema de liberdade e descobrimento de coisas novas, típico das crianças.

Depois de cruzada essa barreira entre o mar e a terra, Luca e Alberto põe seu plano de fugir pelo mundo juntos em prática, começando pela típica vila Italiana Portorosso - Que aliás, é inspirado na Riviera Italiana - a fim de ganhar uma competição para conseguir uma Vespa. Durante o caminho, eles conhecem Giulia, uma menina que foge dos padrões impostos pela vila, assim como eles, e que tem como missão pessoal ganhar a competição. Os três formam um time, e depois disso, se tornam inseparáveis.

A dinâmica dos três é pura e simples - mesmo com alguns conflitos que muita gente vai se lembrar de ter tido da infância - , e quando comparada as outras dinâmicas familiares no filme, nos fornece a lembrança de que nem sempre sua família é aquele grupo onde você foi inserido ao nascer. A dinâmica dos três amigos também é construída de uma forma em que sentimos que o que Alberto sente por Luca pode vir a ser mais do que uma simples amizade, sentimento que ao final do filme, talvez seja recíproca.
Além dos protagonistas, Luca apresenta personagens que servem como antagonistas, mas que são reais, e sua função como obstáculo é extremamente válida e muitos de nós vão se identificar com esse papel dos antagonistas. O que, vocês verão, não é uma coisa ruim.
O filme, como foi dito pelo próprio diretor, é uma carta de amor á Itália, e pelos comentários que li depois de ver o filme nas redes sociais, muitos italianos concordam. Portorosso é uma vila simples, com casinhas coloridas, velhinhos nas praças jogando cartas ou damas, crianças jogando bola onde não se deve, e claro, personagens que falam mais com as mãos do que com as próprias palavras.

O filme é leve e divertido, com um design que te faz se importar com os protagonistas logo que os conhece, o que nos faz também nos importar com o final do filme e o que ele representa; e uma trama que se desenrola de um jeito quase que sem esforço, natural mesmo. Apesar disso, “Luca” traz uma mensagem que cola no nosso imaginário. É um filme confortável de se assistir, e além de ter ficado muito surpresa, achei interessante a Disney ter liberado na plataforma sem o custo adicional que vimos em várias outras estreias recentes.
Talvez o estúdio não estivesse apostando muito no sucesso do Filme? E você, pretende assistir? Já assistiu? Vamos conversar!
Só não pode ter spoiler!




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