"O Sexto Sentido":
- Helena Vilaboim

- Aug 13, 2021
- 3 min read
O Sexto Sentido (The Sixth Sense) é um thriller lançado em 1999, escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, e estrelado por Bruce Willis e Haley Joel Osment. É também um clássico do gênero, e é bastante popular.

A história segue um psicólogo infantil, Malcolm Crowe (Bruce Willis), que quando um de seus pacientes mais novos começa a se parecer com um que acabou numa tragédia, decide tentar consertar os erros do passado e ajudar o garoto. Nisso, os dois embarcam numa narrativa em que a vida e a morte andam de mãos dadas.
O filme começa parecendo um típico drama psicológico, e a direção de Shyamalan somente sugere que há algo mais nas cenas de tensão, trabalhando o olhar já desconfiado do espectador. O longa continua assim até que a revelação em relação ao caso de Cole (Haley Joel Osment) é feita, e a partir daí o filme toma uma direção mais clássica em sua fase de terror, ainda mantendo habilmente a faceta emocional e dramática.
A partir do segundo ato os espectadores podem esperar sustos intercalados com ao desenvolvimento dos relacionamentos dos personagens, entre Cole e sua mãe, Lynn (Toni Collette) e de Malcolm com Anna (Olivia Williams), sua esposa, tentando reconciliar um relacionamento em ruínas. Esse mecanismo funciona bem para deixar o espectador na ponta da cadeira, ansioso pela cena seguinte.

Num filme que explora diversas facetas de gênero numa mesma história, muitas vezes pulando de emoção a outra em questão de segundos, um elenco talentoso seria o mínimo necessário para que o longa funcionasse bem, e é exatamente o que temos aqui. As performances são convincentes e eficientes em trazer o sentimento de proteção e preocupação em relação ao menino, Cole, e pela parte dos adultos, a sensação é de impotência em relação ao seu desconhecimento da situação da qual estão lidando; e simpatia pela mesma razão.

Diferente da direção que já mostra técnicas que se desenvolveram com o tempo nos filmes de M. Night Shyamalan; no roteiro temos uma quebra bastante notável, sendo o peso do filme não no terror psicológico, mas numa mensagem emocional com reviravoltas instigantes e bem trabalhadas, um traço que não se vê muito em seus filmes mais atuais, o que é uma pena. Em especial, o que merece a atenção são os diálogos entre os personagens.
Os protagonistas de Shyamalan aqui são redondos e simpáticos. Por necessidade de mover o plot, podemos perceber que Cole é o que se chama de um garoto precoce, mas que em vez de trazer uma desconexão com a narrativa, esse fato serve para reforçá-la. O Plot Twist no final do filme é extremamente bem construído ao longo da trama, e funciona como um momento em que tudo se encaixa, provavelmente causando surpresa em quem está assistindo.

A trilha sonora, composta em conjunto por James Newton Howard e Michael Fey é um tanto intrometida no sentido de anunciar uma cena de tensão, mas que ao mesmo tempo é sensível e eficiente em desenvolver as sensações desejadas da cena em questão.
Em conclusão, “O Sexto Sentido” é um filme bem feito e que cumpre o seu objetivo de forma clara e que apesar de ser considerado um filme de terror e que de fato lide com temas sombrios e misteriosos, ele o faz com uma sensibilidade que não é encontrada em muitos filmes do gênero, o que é uma característica refrescante.




Para mim, um dos melhores filmes da minha época
obrigada por atender o meu pedido, agora fiquei curiosa e quanto antes puder vou ver o filme!!
Muito bom!