"Tomorrowland": Uma Ideia Batida, mas Divertida
- Helena Vilaboim

- Aug 17, 2021
- 2 min read
“Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível” (Tomorrowland), dirigido por Brad Bird, e escrito pelo mesmo, junto com Jeff Jensen e Demon Lindelof, é um filme produzido pela Disney, e fala sobre o futuro. O longa estreiou em 2015 e está disponível na plataforma Disney+.

A nossa protagonista da narrativa é Casey Newton (olha a referência), uma garota de uns 16 anos que “sabe como as coisas funcionam”. No início da narrativa ela está tentando manter a relevância do trabalho de seu pai, um ex cientista da NASA, por meios ilegais. É qundo ela é presa por invasão que entra em contato com um broche que a mostra um mundo diferente de tudo que ela já tinha visto. Curiosa, Casey decide ir atrás desse mundo.
O elenco é típico dos filmes da Disney, sem a representatividade que vemos hoje em dia em filmes parecidos. Além da Casey (Britt Robertson), temos Frank Walker (George Clooney), um inventor cético e pessimista, e Athena (Raffey Cassidy) , a conexão entre os dois, e muito mais. O elenco protagonista faz exatamente o que o roteiro pede de seus personagens, o que mostra a falta de força dos personagens escritos. Uma exceção é Raffey Cassidy, que encanta por ser uma atriz mirim, e ainda conseguir ser uma das melhores coisas do filme.
Tomorrowland é mais um dos filmes em que a aventura central tem o foco em problemas ambientais, como “O Dia depois de Amanhã”, “2012” e outros. Mas ao contrário desses, a Disney opta por um final mais otimista e quem sabe muito ingênuo, que apesar de divertir e talvez inspirar as audiências mais jovens, deixa as mais velhas desejando “Ah, e se fosse simples assim...”
Infelizmente, apesar da introdução de temas importantes, o roteiro é fraquinho em relação ao desenvolvimento dos personagens e nas linhas de diálogo, que é focado principalmente em exposição de informações, o que pode causar uma dificuldade da audiência se conectar com os personagens. Apesar disso, as cenas de ação são bem construídas e algumas ideias são realmente bem interessantes. É notável que os escritores Brad Bird, Damon Lindelof e Jeff Jensen estavam mais animados em construir o universo de Tomorrowland do que os personagens dentro deles.
Uma coisa que é sem sombra de dúvidas um detalhe excelente é a o departamento de cenários e estética. "Tomorrowland" é um filme que mistura o maravilhamento inicial em relação á ciência em décadas passadas (1950 e 1960, principalmente), e os tempos atuais. O departamento de efeitos especiais tem que ser especialmente favorecido, dado os detalhes impressionantes e do cuidado na construção de Tomorrowland.

A direção de Brad Bird tem alguns takes inspirados e que trazem uma sensação de animação, principalmente na introdução de Tomorrowland mesmo, e em cenas de ação que são criativas e utilizam o espaço e conceitos introduzidos anteriormente de forma consistente e realista (dentro do universo do filme).
Concluindo, “Tomorrowland” é um filme que serve como uma introdução criativa e divertida ao tema de proteção ambiental e sustentabilidade, mas que não funciona se introduzido a audiências mais experientes caso seu objetivo não é somente ter um momento de diversão. Infelizmente, os temas e ideias do filme foram perdidos pela falta de desenvolvimento no lugar certo.




vi esse filme pela primeira vez em 2017 ou 2018 com a minha avó, e assisti ele novamente com meus pais ano passado!! concordo com tudo, e percebi em 2020 que tudo que acontece já é um pouco óbvio e esperado.